terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sobre as escolhas da vida... Part 2.

Sei lá, comecei a pensar...
Eu nunca fui como a maioria das mulheres que me cercam.
Ainda que completamente de quatro, nunca fui capaz de parar para ver a banda passar, só porque meu coração se contorcia de alegria por estar nos braços de um certo moço ou se contorcia de tristeza por não estar.

Nunca deixei de aproveitar a vida, pelo contrário, sempre aproveitei e aproveito muito.
Sigo dois lemas: "Seja" e "O que você vai contar pro seus netos?"
Isso me guia na vida pessoal.

Porque eu também tenho minhas pautas profissionais.
Escolhas que eu fiz e faço, pela pessoa que eu quero ser quando tiver 25, 30, 40 anos.
Algumas pessoas dizem que é ilusão, que no fim das contas a gente quer um cobertor de orelha para repousar o cansaço da vida.
É quase tentador o desejo de largar tudo só para pertencer a alguém.
Eu entendo o impulso.
É fácil, tranquilo e parece o certo, afinal, mulher foi projetada para isso.
Já me senti culpada. Já me senti perdida. Já me senti menos.
Hoje abraço minhas escolhas de peito aberto e cabeça erguida.

Não é o caminho mais fácil, diria que é até o caminho mais difícil, mas não meço esforços, meço conquistas.
Não tenho medo do que não conheço, tenho medo da mesmice, da rotina, do tédio, do saco cheio.
Isso é devastador.
Ao contrário de muitas que conheço que param a vida quando encontram um peito para encaixar a cabeça, eu não paro a minha.

Chorar? Desculpa, mas hoje não. Talvez amanhã.
E não me engano, se for preciso, chorarei de bom grado.
Afinal, assim é a vida e, hoje, essas são minhas escolhas. Amanhã, não sei.

Beijos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário